Antonella Amaral Giancoli

Antonela Amaral Giancoli mostra como a Benarrivati usa voos de pequeno porte para desenhar roteiros pela Namíbia

Yui Moritan
5 Min de leitura

Grandes distâncias, lodges remotos e pistas próximas às reservas fazem da logística aérea uma escolha que também modifica a maneira de observar o deserto

Na Namíbia, distância também faz parte da viagem. Entre áreas desérticas, reservas e regiões pouco povoadas, deslocamentos terrestres podem consumir muitas horas e interferir no tempo disponível para permanecer em cada lugar.

É por isso que voos em aeronaves de pequeno porte podem entrar nos roteiros desenhados pela Benarrivati. Para Antonela Amaral Giancoli, fundadora da companhia, a escolha não está apenas em chegar mais rápido, mas em entender quando a logística aérea permite construir uma sequência mais coerente entre diferentes paisagens do país.

Quando voar muda o desenho do roteiro

A Namíbia possui lodges e reservas atendidos por airstrips próprios ou próximos às propriedades. Em determinados percursos, isso permite conectar regiões distantes sem transformar boa parte do dia em deslocamento por estrada.

A decisão depende do itinerário, da localização das hospedagens e do perfil de quem viaja. Nem todo trecho precisa ser feito pelo ar, assim como nem toda viagem pelo país ganha com uma sequência excessiva de voos.

Para a Benarrivati, o ponto está em escolher onde essa logística realmente acrescenta algo à experiência.

O deserto começa a ser compreendido do alto

Há ainda uma dimensão visual que dificilmente aparece da mesma maneira a partir do solo. Sobrevoar o Namib permite perceber a extensão dos campos de dunas, leitos secos de rios e mudanças de relevo que ajudam a entender a escala do território.

O trajeto deixa, portanto, de ser apenas uma conexão entre duas hospedagens e pode se tornar parte da própria leitura da viagem.

“Na Namíbia, o deslocamento pode mudar completamente a forma como construímos o roteiro. Em alguns trechos, voar permite ganhar tempo, mas também oferece uma perspectiva do território que dificilmente se tem pela estrada. Quando faz sentido para aquela viagem, o voo deixa de ser apenas logística e passa a participar da experiência”, afirma Antonela Amaral Giancoli.

Airstrips substituem grandes terminais

Em áreas remotas, a chegada pode acontecer em pistas muito menores do que os aeroportos encontrados nas cidades. Algumas propriedades e reservas possuem airstrips privados, a partir dos quais o viajante segue por terra até o lodge.

Esses voos são realizados por operadores especializados e permanecem sujeitos às condições meteorológicas, às regras da aviação e às limitações de cada aeronave, inclusive em relação à bagagem.

Para a Benarrivati, essa etapa precisa ser considerada desde o planejamento para que conexões, hospedagens e tempo de permanência funcionem como um conjunto.

A logística também faz parte da curadoria

Em um país de grandes distâncias, decidir como chegar a cada lugar pode ser tão relevante quanto escolher onde ficar.

Às vezes, a estrada permite observar melhor determinada região. Em outros momentos, o avião abre espaço para combinar pontos que seriam pouco razoáveis dentro do tempo disponível.

É essa alternância que interessa à curadoria da Benarrivati. Na Namíbia, desenhar bem o percurso significa compreender que a viagem acontece não apenas nos lugares onde o viajante desembarca, mas também na maneira escolhida para atravessar o território.


Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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